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Doação de sêmen: prazer em ajudar

Publicado em: 11/12/2009


Homem, 1,70 m, constituição óssea pequena, 70 kg, olhos castanho-claros, cabelos castanhos, raça caucasiana, origem étnica europeia. Esta seria a descrição do repórter caso ele fosse um dos doadores do Pro-Seed, banco de sêmen de São Paulo que recebe, em média, 40 visitas por mês de casais inférteis interessados em ter filhos por inseminação artificial ou fertilização in vitro. Justamente pela demanda, o Pro-Seed passa por uma baixa em seus estoques e apela para que a população masculina se conscientize acerca da importância de doar sêmen. Se o baixo ritmo de doações persistir, os estoques vão acabar. O processo completo de doação costuma levar quase um ano entre os primeiros exames e a liberação do sêmen para uso em inseminações - portanto, a reposição é lenta mesmo quando há crescimento no número de doadores. Para mostrar os meandros da doação, a reportagem de Época São Paulo se submeteu a exames de sangue, espermograma e consultas médicas. Abaixo, o repórter descreve cada um dos passos para se tornar um doador:

Preliminares: O primeiro passo é responder a um questionário com as informações que estão no início desta reportagem. Ao final, pede-se que eu diga quais são meus hobbys. Em dúvida, fui pouco criativo e escolhi: ler, correr e comer. Na sequência, a médica Vera Fehér, coordenadora dos trabalhos do Pro- Seed, me apresentou um “instrumento de doação voluntária de sêmen” por meio do qual concordo em me tornar doador sem receber um tostão e me manter anônimo. É uma maneira de resguardar os pais da criança que será gerada de que eu não causarei problemas futuros tentando conhecê-la. Depois da consulta, é hora de “coletar” uma amostra de esperma para o exame de contagem de espermatozóides. O resultado do espermograma é o primeiro obstáculo; se não tiver no mínimo 80 milhões por mililitro, a pessoa não está apta a doar.

Sala especial: Para entregar a amostra, fui confinado numa confortável sala, repleta de “estimulantes”: de desgastadas fitas VHS a DVDs, revistas e canais adultos de TV à cabo. Nervoso com as práticas e os procedimentos (ter de despejar o material diretamente no potinho, higienizar as mãos e não deixar o “material” vazar, basicamente), escolhi o primeiro DVD à mostra e assisti. Sem som. É que o fato de a sala ficar no meio do laboratório me fez pensar o quanto seria constrangedor “coletar” o material com os funcionários ouvindo os gemidos do filme exibido na TV. Objetivo cumprido, depositei o potinho sobre uma mesa de uma sala contígua à “de coleta”. Depois de sair dali, voltei à recepção. Constrangido em encontrar a médica logo depois da coleta, tive a sorte de ouvi-la pelo telefone da recepção. “Já fez a coleta? Bem, então pode voltar para a próxima consulta com os exames de sangue feitos”. Aliviado, com o perdão do trocadilho, fui embora.

Dando o sangue pelo jornalismo: Num laboratório conveniado, tirei seis tubos com amostras de sangue. Era para saber se eu era portador de HIV, HTLV1 e 2 (causador de uma doença degenerativa), Hepatites B e C e sífilis, além da identificação do meu tipo sanguíneo. Dessa, eu passei ileso. Nenhuma doença, tudo sob controle. Era hora de voltar ao Pro-Seed.

Três é demais: Dessa vez, fui recebido pelo urologista Milton Borrelli. A ele, respondi um questionário ainda mais específico. De tão constrangedor, ele pediu desculpas pelas perguntas antes mesmo de fazê-las. Entre os questionamentos, o meu estado civil, número de parceiras sexuais no último ano, existência de casos homossexuais em algum momento da vida, uso de drogas (cigarro, álcool, maconha, cocaína ou quaisquer outras), alergias, comportamento sexual promíscuo (mais de três parceiros sexuais no último ano, segundo a Organização Mundial da Saúde), contato sexual com prostitutas e, em caso de parceira fixa, dados sobre o comportamento íntimo dela. Outras doenças hereditárias também servem como critérios de eliminação. Durante as perguntas, ele também faz uma espécie de análise psicológica do candidato a doador, para checar se as informações dadas são mesmo verossímeis. “Dificilmente reprovo alguém” diz o médico mais tarde. Comigo não foi diferente e, enfim, eu estava apto a me tornar um doador.

Sexo solidário e solitário: Depois de passar nos testes, o doador é submetido a seis sessões de doação. O processo para coleta é o mesmo do espermograma. Mas é preciso abstinência sexual de três dias. Nem masturbação é permitida. É possível doar de uma só vez, respeitando o prazo de três dias, ou com intervalos maiores para quem não quiser permanecer abstêmio por um período muito longo. Depois de coletado, o material é guardado e seis meses depois o doador é submetido a novos exames de sangue. Se nenhuma doença for apontada, o sêmen está pronto para ser inseminado, gerar filhos e alegrar um casal. Geralmente, os doadores têm mais de 30 anos e são imbuídos de um espírito solidário: além de doadores de órgãos, são doadores regulares de sangue. Aos interessados, basta ligar no Pro- Seed e agendar a primeira consulta.

Pro-Seed. Rua Peixoto Gomide, 515, tel. 3171-1196 / 3323-6060.

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