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Fantástico: Mais brasileiras procuram importar sêmen de bancos internacionais

Publicado em: Agosto/2015


Informações sobre doador são mais completas lá fora do que no Brasil.
Importações de sêmen precisam de autorização da Vigilância Sanitária.

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Quando a gente pensa em ter filhos, acho que é natural que a primeira coisa que vem na nossa cabeça é se o bebê vai ser parecido com a gente, se vai lembrar a nossa família. Só que isso fica um pouco mais difícil quando a mulher recorre a um doador anônimo de um banco de sêmen.

Isso se for aqui no Brasil, onde as informações sobre os doadores são limitadas. Lá fora, dá para saber quase tudo do homem que vai ser o pai biológico, menos a identidade, claro.

Por isso que cada vez mais mulheres que têm o sonho de ser mãe estão procurando importar sêmen de bancos internacionais.

As gêmeas Luisa e Isabela são o sonho realizado da mãe, Daniela. Ela não encontrou um parceiro que quisesse ter filhos, e decidiu procurar um banco de sêmen.

“Eu optei por semelhanças com a minha família. Não que eu busquei porque tinha olhos azuis, olhos verdes, mas mais para lembrar minhas características mesmo”, conta a servidora pública Daniela Iris de Oliveira.

Fantástico: Quando você procurou no Brasil, você não conseguiu encontrar o doador com o perfil que você procurava?
Daniela: Exatamente. Você tem poucas opções e são muito básicas as informações sobre o doador.

Daniela encontrou o doador ideal num banco americano que abriu escritório no Brasil de olho num mercado que vem crescendo.

Quando as mulheres recorrem a um doador para fertilização, na maioria das vezes, já vêm de um longo caminho na tentativa de ter filho. Hoje, elas podem escolher por um doador de um sêmen brasileiro ou estrangeiro. No banco brasileiro, o cardápio não é muito variado e as informações, mais restritas. Já no banco de sêmen internacional a oferta muda e as exigências podem aumentar, a começar pelas características físicas. Moreno?
Não, elas estão preferindo um outro modelo de homem, fora dos padrões nacionais.

“Seria o homem branco, de uma estatura ao redor de 1,80m. As características são muito variadas. Mas eu acredito que o que mais atrai a procura por uma amostra importada é a disponibilidade de muitas informações. O maior número de exames genéticos, o maior número de informações no perfil psicológico, o que torna aquela escolha mais completa”, explica José Roberto Alegretti, representante do banco de sêmen americano no Brasil.

Foi exatamente o que aconteceu com a empresária Juliana Gasparini, que mora em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A mulher dela é descendente de japoneses. E as duas queriam um doador com traços orientais.

Fantástico: E queriam os olhinhos puxadinhos?
Juliana: Olhos puxados. Japonesinho mestiço.

Mas, quando procuraram nos bancos de sêmen daqui, não encontraram.

Fantástico: E quando você entrou no banco americano?
Juliana: Doadores asiáticos, a dificuldade é muito maior de ser encontrada, mas consegui achar. Nós conseguimos ter acesso a todo o perfil, tanto médico, quanto perfil estético, profissão, filhos, religião, signo. Tudo.

Bento chega daqui a dois meses, exatamente como elas queriam, e graças a um doador de fora. “Nos Estados Unidos, muitos bancos podem pagar pelas doações de sêmen. E, dessa forma, eles têm um número muito maior de doadores do que a gente costuma ter”, diz a diretora de banco de sêmen brasileiro Vera Beatriz Feher Brand.

As importações de sêmen precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 2013, foram 32 autorizações. No ano passado, 205. E, até o primeiro semestre desse ano, já foram 168. O preço para importar não é muito diferente do que se pagaria no Brasil: varia de R$ 2 mil a R$ 3 mil. Mas aqui, o doador tem que ser voluntário. Não ganha nada por isso. A Constituição proíbe a comercialização de sêmen, mas não existe nenhuma punição prevista.

“Então, não há nenhum tipo de crime relacionado à comercialização de sêmen diferente, por exemplo, de órgãos ou tecidos humanos”, diz o presidente da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB-RJ, Bernardo Campinho.

Sem punição, o mercado negro corre solto. Não é difícil encontrar homens oferecendo sêmen para vender na internet. Um deles cobra R$ 4 mil, e prefere fazer a doação "pelo método tradicional (por relação sexual)", dizendo que "é o mais garantido".

Um dos garanhões virtuais conta que é de origem italiana, quase 30 anos, cabelos loiros escuros, 1,80m de altura. E diz que tem até "técnicas que aumentam a chance de acertar o sexo do bebê", mas que só revelaria na hora.

Um comércio clandestino, que além de não ter nenhuma garantia, é perigoso. “Não tem nenhum médico controlando, não tem nenhuma segurança de estar oferendo o sêmen com espermatozoides, um sêmen de um homem sem doenças infecto contagiosas. É um risco muito grande”, diz Vera.

Qual seria a solução para acabar com o comércio ilegal e não depender tanto dos bancos internacionais? “Do meu ponto de vista, eu acho que a sociedade precisa discutir. Eu acho que no Brasil precisa haver um estímulo à doação de sêmen. No meu ponto de vista, é muito melhor nós termos as regras bem estabelecidas dentro do país do que dependermos de amostras de outros países”, destaca o ginecologista Eduardo Motta, especializado em reprodução assistida.

Para Daniela, o que realmente importa é que as filhas vieram do jeitinho que ela sempre sonhou.

Fantástico: Hoje, vendo a Luisa e a Isabela, você sente o quê?
Daniela: Eu sinto um amor imenso. Eu fiz a escolha certa.

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